ATIVIDADES
Adolescentes & Jovens


Histórico

Por entender que adolescentes e jovens são fundamentais para o presente e o futuro de nosso país, a Reprolatina tem focalizado suas ações no desenvolvimento de estratégias para garantir uma melhor qualidade de vida para esse grupo etário. Para tanto, idealizou e vem aplicando um modelo de programa destinado a atender às necessidades de adolescentes e jovens na área da saúde sexual e reprodutiva, bem como de adultos que antevêem as conseqüências negativas decorrentes da falta de informação, orientação e educação nessa área, que comprometem o projeto de vida, presente e futuro desses jovens. Nessa abordagem, adolescentes e jovens em conjunto com adultos trabalham lado a lado na idealização, planejamento, execução e avaliação das ações propostas, construindo uma parceria importante que fundamentada no princípio do protagonismo juvenil intensifica a construção e constituição da autonomia deles, dentro dos valores de respeito, solidariedade, justiça, ética e responsabilidade social.

Os idealizadores desse Programa, Francisco Cabral e Margarita Díaz, que são os fundadores e atuais diretores da Reprolatina, têm larga experiência no desenvolvimento de currículos, programas, avaliação de programas, materiais educativos, e na formação de profissionais da saúde e da educação na área de Adolescência e Saúde sexual e Reprodutiva.

Desde 1996, com a implementação de um programa piloto para adolescentes no município de Santa Bárbara d’Oeste, como parte de um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS), eles vêm desenvolvendo e implementando Programas pioneiros que definitivamente integrem as ações das áreas da saúde e da educação voltadas para a prevenção e também assistência de adolescentes e jovens com foco na sexualidade, na saúde sexual e reprodutiva desde uma perspectiva de projeto de vida e de direito, onde adolescentes e jovens são sujeitos ativos desse processo.

Como parte desse trabalho, em conjunto com a Fundação Odebrecht, Margarita e Francisco reformularam, no ano de 1999, o Programa de Educação Afetivo-Sexual (PEAS) da Secretaria de Estado da educação de Minas Gerais. Essa reformulação deu origem a um novo programa, fundamentado em uma nova filosofia, onde as ações na escola deveriam estar absolutamente integradas com as ações na área da saúde, tendo como eixo fundamental a formação de adolescentes agentes voluntários de saúde (AAVS), a preparação de educadores e de profissionais da saúde para trabalharem com adolescentes e jovens dentro de uma perspectiva que os considere sujeitos capazes de assumir compromissos, responsabilidades e, principalmente de praticá-las.

Essa nova abordagem que mudou o nome do PEAS para Programa Afetivo Sexual (PEAS): “um Novo Olhar” concretizou o ideal de integrar as áreas de educação e de saúde, e de mostrar que não bastam somente informação e orientação, mas, principalmente, deve-se garantir a adolescentes e jovens o acesso a serviços, insumos e materiais (anticoncepcionais, camisinha, e programas de pré-natal especializado etc) que facilitem a prática do autocuidado nas questões de SSR, que têm implicações importantes e negativas no projeto de vida deles, quando não estão preparados. Atualmente esse trabalho tem servido de modelo para outros programas desenvolvidos inclusive pelo terceiro setor, como é o PEAS Belgo, desenvolvido pela Fundação Belgo Mineira em municípios onde a empresa gestora da Fundação tem presença, e o PEAS Vale, apoiado pela Fundação Vale do Rio Doce.

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